Mogi das Cruzes

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Município de Mogi das Cruzes
Vista da cidade
"Mogi"
"Terra do Caqui"
Brasão de Mogi das Cruzes
Bandeira de Mogi das Cruzes
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 1° de setembro
Fundação 1 de Setembro de 1560 (448 anos)
Gentílico mojiano (mogiano) ou mojicruzense (mogicruzense)
Lema
Prefeito(a) Junji Abe (PSDB)
Localização
Localização de Mogi das Cruzes
23° 31' 22" S 46° 11' 16" O23° 31' 22" S 46° 11' 16" O
Estado São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo
Microrregião Mogi das Cruzes
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Santa Isabel (N e O), Guararema (N), Arujá (N e L), Itaquaquecetuba (L), Biritiba-Mirim, Santo André (O e S), Bertioga, Santos e Suzano (S)
Distância até a capital 58 quilômetros
Características geográficas
Área 725 km²
População 371.372 hab. (SP: 15º) - est. IBGE/2008 [1]
Densidade 512,23 hab./km²
Altitude 780 metros
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,801 PNUD/2000
PIB R$ 4.425.513 mil (BR: 70º) - IBGE/2005 [2]
PIB per capita R$ 12.092,00 IBGE/2005 [2]

Mogi das Cruzes[1] é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana de São Paulo, localizado a 48 km da capital do estado. Em 2008 possuía 371.372 habitantes, resultando em uma densidade demográfica de 512,23 hab/km².

Índice

História

Ver artigo principal: História de Mogi das Cruzes
Imagem de Debret mostrando soldados oriundos da cidade em combate.

Mogi das Cruzes começou como um povoado, por volta de 1560, servindo como um ponto de repouso aos bandeirantes e exploradores indo e vindo de São Paulo, entre eles Braz Cubas. Gaspar Vaz foi responsável pela abertura da primeira estrada entre à Capital e Mogi, iniciando o povoado, posteriormente elevado à "Vila", com o nome "Vila de Sant'Anna de Mogi Mirim"[3]. O fato foi oficializado em 1º de setembro, dia em que se comemora o aniversário da cidade. Em 13 de março de 1865 foi elevada à cidade, e em 14 de Abril de 1874 à comarca.

Mogi das Cruzes acolhe colônias de todos os cantos do mundo, com destaque especial para a colonização japonesa, com uma grande quantidade de japoneses e seus descendentes (aproximadamente 8% segundo a prefeitura), que já estão em sua terceira geração no município. Além disso, o município possui uma considerável população nordestina, sendo que a maioria veio para Capital e depois se mudou para Mogi das Cruzes em busca de qualidade de vida.[4][5]

Geografia

Divisão Administrativa de Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes situa-se a uma altitude média de 780 metros. Seu ponto mais alto é o Pico do Urubu, localizado na Serra do Itapety. O município é cortado por duas serras: a do Mar e a do Itapety e ainda pelo Rio Tietê. Em seu território se encontram duas represas que fazem parte do Sistema Produtor do Alto Tietê, os reservatórios de Taiaçupeba e do Rio Jundiaí.

O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de SP, é o Subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 20ºC, sendo o mês mais frio Julho (Média de 15ºC) e o mais quente Fevereiro (Média de 23ºC). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1300 mm.

Demografia

Após a capital, Mogi das Cruzes é o maior município, em área, da Grande São Paulo, com 725 km². O atual prefeito de Mogi das Cruzes é Junji Abe (PSDB). Foi eleito em 2000 com 90.612 votos e reeleito em 2004 com 102.441 votos.

Centro cívico, onde localiza-se o prédio da prefeitura, câmara de vereadores e os fóruns estadual e trabalhista.
(Fonte: IPEADATA)

Localização

Mogi das Cruzes está situada na região leste da Grande São Paulo, no Alto Tietê. O ponto de referência é o marco zero, um obelisco instalado na Praça Coronel Almeida, em frente à Igreja Matriz Catedral Sant'Ana.

  • Altitude: 742 metros acima do nível do mar.

Os limites são Santa Isabel a noroeste e norte, Guararema a nordeste, Biritiba-Mirim a leste, Bertioga e Santos a sul, Santo André a sudoeste, Suzano a sudoeste e oeste, Itaquaquecetuba a oeste e Arujá a noroeste.

Transportes

Rodovia Mogi-Dutra no trecho que corta a Serra do Itapety.
Avenida Francisco Rodrigues Filho sentido centro.

O município é servido pelos trens da Linha 11 da CPTM da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e conta com quatro estações ferroviárias:

Além da CPTM, existem outras ligações através de ônibus urbanos municipais das empresas Mito Turismo e Transcel, e metropolitanos da EMTU. Há ainda os ônibus rodoviários que partem do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, para a capital e litoral, além de outros Estados. O município é cortado e servido pelas seguintes rodovias estaduais:

  • SP-39 Estrada das Varinhas (Rodovia Engenheiro Cândido do Rego Chaves);
  • SP-66 Estrada Velha Rio-São Paulo e Mogi-Guararema (Rodovia Henrique Eroles);
  • SP-70 Rodovia Ayrton Senna;
  • SP-88 Mogi-Dutra (Rodovia Pedro Eroles) e Mogi-Salesópolis (Rodovia Prof. Alfredo Rolim de Moura);
  • SP-98 Mogi-Bertioga (Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro);
  • SP-102 Rodovia Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira.

Educação

Mogi das Cruzes conta com duas universidades de grande porte, a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e a Universidade Braz Cubas (UBC), duas faculdades (Clube Náutico Mogiano e Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI), uma unidade de educação a distância da Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, e um campus da FATEC.[6]

Em relação ao ensino técnico, a escola abriga diversas escolas técnicas particulares e a ETEC Presidente Vargas, fundada em 1948 e em funcionamento desde 1957. São 600 vagas em doze cursos de ensino técnico e ensino médio. É a primeira escola técnica estadual e a mais tradicional da Região do Alto Tietê, sendo que até 2007 era a única escola deste tipo na região.[7] No estado de São Paulo a instituição está entre as 20 melhores colocadas no ENEM em 2007. Na Região do Alto Tietê a escola obteve o primeiro lugar entre as instituições públicas de ensino médio, obtendo uma média geral de 70,01 em uma escala de 0 a 100 pontos. Além disso, a ETEC obteve a segunda melhor nota geral entre as 31 escolas de ensino médio no município.[8]

Em relação ao ensino básico (ensino fundamental e ensino médio), de acordo como o Ministério da Educação, entre as dez escolas com médias mais elevadas do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da Região do Alto Tietê, cinco estão no município – incluindo a que conquistou o primeiro lugar entre as instituições do primeiro ciclo do ensino fundamental (1ª a 4ª série), a Escola Municipal Professor Jair Rocha Batalha, que obteve nota 6,5 em uma escala de 0 a 10. A nota coloca a escola entre as poucas do país com qualidade de escola de país desenvolvido. Para entrar neste seleto grupo, uma escola deve obter uma nota maior ou igual a 6 no IDEB.[9]

Economia

Faz parte do conhecido "Cinturão Verde", abastecendo toda a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com sua produção de hortifrutigranjeiros. O parque industrial de Mogi das Cruzes conta com diversas indústrias de vários portes, com destaque para a siderurgia e montadoras automobilísticas (Valtra e General Motors).

Arte e cultura

Igrejas do Carmo, ordens primeira e terceira

Mogi das Cruzes possui produção cultural nas mais variadas vertentes artísticas. Possui dois teatros municipais: o Theatro Vasques, inaugurado em 1902 e recentemente restaurado, localizado no Largo do Carmo, no centro; e o Teatro Dr. Bóris Grinberg, inaugurado em 2007, localizado no bairro Nova Mogilar.

O "Salão da Primavera" - exposição artística de quadros sobre o tema - é um dos mais antigos da região. São diversas academias de dança, companhias teatrais, músicos, pintores, fotógrafos, escritores.

Também é da cidade o grupo teatral mais antigo da Região do Alto Tietê, o "TEM - Teatro Experimental Mogiano" fundado em 1965, onde atuou Ricardo Blat.

O cartunista Maurício de Sousa, apesar de nascido no município vizinho de Santa Isabel, iniciou sua produção artística durante o período em que morou em Mogi das Cruzes, produções estas distribuídas nos veículos de mídia do município e da região. Vários de seus personagens mais famosos foram inspirados em habitantes de Mogi das Cruzes.

Além disso, existe em Mogi das Cruzes uma antiga música para orquestra e coro composta no Brasil. Trata-se da Ladainha de Nossa Senhora Aparecida, composta por Faustino Xavier do Prado, mestre-de-capela da igreja do Carmo de Mogi das Cruzes, no início do século XVIII (entre 1725 e 1740).

Seguindo essa tradição musical, há em Mogi, atualmente, uma orquestra sinfônica: a Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, que tem como regente o maestro Marcelo Jardim.

Nota ortográfica

^ 

 Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa este topônimo deveria ser grafado Moji das Cruzes.

O correto é Moji pois prescreve-se o uso da letra "j" para a grafia de palavras de origem tupi-guarani. O nome vem do tupi M'Boiji (ou M'Boîj), Rio das Cobras (referindo-se ao Tietê, o qual em seu alto curso cruza o município). Ao longo dos anos, a grafia M'Boijy foi alterada para Boigy, depois para Mogy, Mogi e finalmente para Moji.

Na ortografia da língua portuguesa, prescreve-se o uso da letra "j" para palavras de origem tupi-guarani. Assim, tanto o dicionário Houaiss como o IBGE usam a grafia Moji. Historicamente, no entanto, o uso mais comum, apoiado pela administração pública é Mogi para o nome da cidade. Dois outros municípios que usam o nome de Mogi são Mogi Guaçu e Mogi Mirim.

Referências

Ligações externas

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